Prontuários comprovam associação entre déficit de vitaminas D e E e degeneração da retina. Dados do IBGE revelam alto índice de hipovitaminose no Brasil
Atinge 2,9 milhões de brasileiros com mais de 65 anos e tende a crescer por causa do envelhecimento da população. Segundo o especialista, um teste simples que pode ser feito em casa é desenhar um ponto preto no centro de um papel quadriculado e verificar cada olho separadamente, fechando o outro. Os sinais de que algo está errado com a retina são: visão desfocada, embaçada ou tortuosa. Indicam necessidade de consulta urgente com um oftalmologista. Se depender dos hábitos alimentares do brasileiro a degeneração da retina pode tomar proporção exponencial. Isso porque, um recente levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que a deficiência das vitaminas D e E atinge mais de 98% da população. A falta de vitamina A abrange 63% das meninas com idade entre 10 e 13 anos e 83% da população masculina de 14 a 18 anos. "A importância dessas vitaminas para a visão já está comprovada, mas a suplementação só deve ser feita após confirmação da deficiência no exame de sangue", afirma.
Como a vitamina E afeta a visão
Queiroz Neto esclarece que a retina é uma membrana que reveste o fundo do olho. É ela que transforma a luz em estímulo nervoso e o envia para o cérebro, onde são formadas as imagens. A vitamina E, comenta, é um dos antioxidantes que interrompe a degeneração das células da mácula provocada pelo envelhecimento.
A nutricionista Adriana Peixoto afirma que o consumo recomendado por dia para jovens entre 9 e 13 anos é de 11 mg, e para adultos de aproximadamente 15 mg diárias. As principais fontes são: abacate (2.27 mg/100g), frutos secos (como a castanha de caju - 0.92 mg/100g e a amêndoa – 0,21 mg/100g), vegetais de folhas verde-escuro, como o espinafre (2.73 mg/100 g), óleos vegetais (sobretudo os mais nobres), gérmen de trigo, cereais integrais e ovos. A absorção é potencializada pela suplementação de selênio, outro antioxidante essencial para a saúde ocular.
Vitamina D melhora a circulação
Queiroz Neto, especialista no tema, explica que a vitamina D responde pela boa circulação sanguínea e, portanto, pelo aporte de oxigênio na retina. O comprometimento da circulação por falta da vitamina D leva à formação de neovasos e à falência das células da mácula. Ele diz que nos casos de degeneração macular úmida os vasos se rompem e o portador enxerga uma mancha escura. Na degeneração seca, ressalta, forma-se uma cicatriz ou drusa que impede a visão central. Derivados de leite, peixe e fígado são os principais alimentos ricos em vitamina D. A absorção depende da exposição ao sol por 15 minutos.
O médico elenca alguns fatores que podem reduzir a absorção da vitamina D:
- Período de inverno;
- Poluição;
- Pele escura;
- Menopausa;
- Idade acima de 50; e
- Doenças no fígado ou rins.
Nestes casos a recomendação é passar por consulta com um oftalmologista para checar a necessidade de suplementação, já que nada justifica a exposição prolongada ao sol que também danifica a visão.
Tratamentos
Nove em cada 10 portadores são acometidos pela degeneração macular úmida. O tratamento é feito com aplicação de laser que evitam a progressão da doença em 90% dos casos. O problema é que a maioria dos pacientes confunde a doença com "óculos vencidos" e até atribuem a baixa visão à idade. "Não é bem assim. A visão pode ser recuperada quando o diagnóstico é precoce", alerta o médico.
fonte: saúde plena
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