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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Faça o teste e calcule seu nível de preocupação

matéria Preocupação excessiva é doença
 
 
Leia as questões abaixo e responda

1 para nunca,
2 para às vezes e
3 para frequentemente.

 

Some os pontos e confira o resultado

1) Toca o telefone e o primeiro pensamento que lhe vem à cabeça é de que lá vem uma péssima notícia

2) A hora de deitar é um problema por causa da sua dificuldade para pegar no sono

3) Há cerca de seis meses você tem sentido palpitações cardíacas

4) Sente dores musculares

5) A concentração tem se tornado difícil

6) A viagem de férias está planejada, mas você teme não conseguir pagar as contas

7) Foi anunciado que haverá corte na empresa e você, mesmo sem nenhum sinal da chefi a, tem certeza de que será demitido


Apreensivo ou sossegado?
Confira em que time você joga

Abaixo de 14 pontos: baixa
Você leva a vida numa boa. Sabe que um pouco de adrenalina faz muito bem e gera um nível de preocupação saudável. Esse hormônio tem, de fato, uma função adaptativa, ou seja, melhora a nossa performance. Nesse estágio, a apreensão é o que dá energia para levarmos um dia a dia normal e criativo. É o que nos força a estudar até mais tarde para a prova e a criar estratégias para um desenlace positivo.

Acima de 14 pontos: alta 
Opa, entrar em parafuso assim pode comprometer sua saúde. E nem ajuda a resolver os problemas. Refl ita sobre uma coisa: ansiedade não é sinônimo de ser responsável. Veja como lidar melhor com a situação nesta reportagem e, se achar necessário, fale com um especialista a respeito.
 
fonte: revista saúde

O esquadrão anti-infarto (agora contra a obesidade e o diabete)


Um programa alimentar consagrado no controle da hipertensão acaba de ser eleito a dieta mais completa do planeta
 
Toda polícia tem uma tropa de elite ou uma unidade de forças especiais, convocada para as missões mais difíceis e delicadas. Os americanos contam com o poder de fogo e a perícia da Swat e, no Brasil, conflitos críticos são resolvidos pelo Bope. O mundo da nutrição também dispõe de um esquadrão de peso, com direito a uma sigla própria e a um arsenal que, em vez de armas, está cheio de grãos, frutas e companhia. Trata-se do Dash, programa alimentar criado nos Estados Unidos há 14 anos e encarregado de desarmar bombas nos vasos sanguíneos. Se traduzirmos livremente do inglês, esse nome significa dieta para combater a hipertensão. Mas, nos últimos tempos, seu poderio provou que não se resume a baixar a pressão arterial.

Médicos e nutricionistas renomados foram convidados pela revista americana U.S. News a eleger a dieta mais saudável do mundo. A Dash desbancou outros 19 cardápios, entre eles a dieta do Mediterrâneo, e ficou com o primeiríssimo lugar. Essa escolha, é claro, pede uma pergunta: afinal, o que a Dash tem que os outros menus não têm? Antes de respondê-la, cabe voltar ao passado e vasculhar seus feitos no contra-ataque à hipertensão. “Esse programa, criado por quatro universidades americanas em parceria, é baseado em critérios científicos rigorosos e seus resultados, mensurados por pesquisas, superaram as expectativas, sendo similares à ação de remédios para a pressão”, resume a ópera o cardiologista Heno Lopes, do Instituto do Coração de São Paulo e autor do livro A Dieta do Coração, publicado por SAÚDE. Quanto à arma secreta da Dash, Lopes aposta no predomínio de frutas: “Elas fornecem muitos antioxidantes, substâncias que atuam na camada interna dos vasos e os deixam mais relaxados e menos expostos a placas”. É uma estratégia perfeita para frustrar infartos e derrames.

A nutricionista Camila Gracia, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, acredita no fator praticidade. “É um cardápio de fácil adesão, sem grandes restrições”, afirma. E também destaca o espaço reservado a leites e derivados magros. “Eles fornecem cálcio, mineral que ajuda a controlar a pressão e o peso”, diz.

Os especialistas ainda elencam entre os pontos fortes da Dash a alta oferta de grãos e hortaliças, redutos de fibras que são pouco calóricos. “Os vegetais garantem a esse plano alimentar uma grande quantidade de potássio, mineral que favorece o relaxamento dos vasos”, aponta a nutricionista Camila Torreglosa, do Hospital do Coração, em São Paulo. A Dash, para completar, reforça como nenhuma outra a ingestão de nozes, castanhas e amêndoas. “Além de minerais que combatem a hipertensão, elas têm gorduras do bem que melhoram a fluidez do sangue”, diz Camila. Mas outra característica da Dash, diametralmente oposta à sua rival mediterrânea, é moderar nos óleos. O esquadrão não tolera pratos muito gordurosos.

As qualidades mencionadas nos permitem entender, de quebra, por que esse menu tem vocação para atuar contra o excesso de peso. Um estudo da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, que acompanhou durante dez anos quase 2 300 meninas adolescentes, mostra que aquelas que seguiam mais de perto o modelo Dash engordaram menos ao longo da década. Embora o resultado prestigie a dieta, Heno Lopes lembra que, para enxugar as medidas de forma satisfatória, esse programa tem de ser adaptado a um esquema de restrição calórica. “Pessoas acima do peso devem maneirar nas oleaginosas, que são grandes fontes de calorias”, exemplifica Camila Gracia. E, como a Dash já ensina, cortar carnes e queijos gordos.

Nos últimos meses, surgiram evidências de que o esquadrão anti-infarto merece ser chamado para salvaguardar o corpo de quem tem diabete. Em outra enquete da U.S. News, experts em nutrição alçaram a Dash à condição de melhor cardápio para o controle do açúcar no sangue. “As principais recomendações para o diabético são fracionar a alimentação ao longo do dia e consumir fibras. Ambas são contempladas por esse programa”, avalia a nutricionista Camila Leonel de Abreu, da Universidade Federal de São Paulo. Como se sabe, as fibras encontradas nos vegetais reduzem a absorção de glicose no intestino e promovem saciedade — e tudo isso resulta em taxas de açúcar mais equilibradas.

Se não bastasse quebrar o esquema de fatores de risco que culminam em ataques ao coração, ao cérebro e aos rins, a Dash ainda promete entrar na guerra contra o câncer. “Alguns trabalhos sugerem que essa dieta teria um papel na prevenção de tumores, especialmente o de intestino”, conta Heno Lopes. Mas ainda faltam estudos de longo prazo que legitimem esse potencial. O benefício, nesse caso, viria do conjunto de nutrientes já anunciados, sobretudo os antioxidantes, que servem de guarda-costas às células, evitando sua degradação — o primeiro passo para o surgimento de um tumor. Como você pode perceber, a Dash tem tudo para mostrar que missão dada é missão cumprida. E, enquanto ela aguarda novas condecorações, não seria nada mau convocá-la para a sua rotina.

A história do pelotão Dash

Ele nasceu em 1997 baseado em preceitos científicos. A primeira versão não propunha cortes no sal, que foram adotados em sua atualização. “É uma dieta com impacto significativo sobre a pressão e que pode reduzir a mortalidade por derrame em até 30%”, diz Emilton Lima Júnior, cardiologista da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Grãos e cereais integrais

Quanto consumir: 8 porções (cada uma equivale a 1/2 xícara de chá ou 1 fatia de pão) ao longo do dia
O que eles têm: fibras, vitaminas e minerais
Efeito cardiovascular: as fibras reduzem a absorção de colesterol, evitando o tráfego de gorduras pelo sangue. Vitaminas e minerais são antioxidantes e ajudam a evitar o processo que culmina no entupimento do vaso
No peso e no diabete:as fibras propiciam saciedade e facilitam o controle do açúcar na circulação

Frutas

Quanto consumir: de 4 a 5 porções ao dia (cada uma corresponde a 1 unidade média ou 1 copo de suco)
O que elas têm: fibras e antioxidantes
Efeito cardiovascular: a ação conjunta desses dois nutrientes reduz o risco de placas se formarem e crescerem dentro das artérias
No peso e no diabete: os componentes fibrosos diminuem a absorção de glicose e evitam seus picos no sangue. Só vale tomar cuidado com frutas açucaradas, como a uva

Verduras e hortaliças
Quanto consumir: de 4 a 5 porções ao dia (cada uma equivale a 1 xícara de chá do vegetal cru ou 1/2, se ele for cozido)
O que elas têm: fibras, vitaminas e minerais
Efeito cardiovascular: já falamos do papel das fibras, mas as hortaliças são cruciais mesmo por fornecerem potássio, mineral que relaxa os vasos sanguíneos
No peso e no diabete: as fibras auxiliam a domar o açúcar no sangue e a eliminar a barriga de modo mais eficiente. E os vegetais são pouco calóricos, facilitando a perda de peso

Leite e derivados magros

Quanto consumir: de 2 a 3 porções ao dia (cada uma corresponde a 1 copo de leite, 1 xícara de chá de iogurte ou 1 pedaço de 40 gramas de queijo)
O que eles têm: cálcio e proteína
Efeito cardiovascular: o destaque aqui vai para o cálcio, mineral que ajuda a impedir o disparo da pressão arterial
No peso e no diabete: estudos mostram que o cálcio interfere nas células de gordura, minimizando o acúmulo de peso, e contribui para o controle glicêmico

Carnes magras
Quanto consumir: 2 filés pequenos por dia
O que elas têm: proteína e, no caso dos pescados, que deveriam ser consumidos pelo menos duas vezes por semana, a gordura ômega-3
Efeito cardiovascular: proteínas são bem-vindas a todos os tecidos. O ômega-3 combate inflamações nas artérias
No peso e no diabete: há indícios de que o ômega-3 dos peixes favoreça a ação da insulina nas células. Quanto às carnes, dê preferência a cortes magros, como filé-mignon

Leguminosas
Quanto consumir:4 porções por semana (cada uma equivale a 1/2 xícara do alimento cozido)
O que elas têm: fibras e vitaminas como o ácido fólico — a soja ainda tem isoflavona, protetora do coração
Efeito cardiovascular: as fibras diminuem os níveis de colesterol e o ácido fólico é uma vitamina que reduz o risco de formação de placas
No peso e no diabete: mais uma vez, o benefício vem das fibras, que controlam o apetite e as taxas de açúcar

Oleaginosas

Quanto consumir: um punhado (40 gramas) quatro vezes por semana
O que elas têm: vitamina E, selênio e gorduras boas
Efeito cardiovascular: a vitamina E e o selênio resguardam as paredes dos vasos. As gorduras boas, como o ômega-3, atuam contra processos inflamatórios recorrentes
No peso e no diabete: são úteis para vencer a resistência à insulina por trás do diabete tipo 2. Mas não vale abusar, porque castanhas e afins são bem calóricas

Óleos

Quanto consumir: de 2 a 3 colheres de chá por dia — priorize os de soja e canola para cozimento e o azeite de oliva para regar os pratos já prontos
O que eles têm: gorduras mono e poli-insaturada
Efeito cardiovascular: a versão monoinsaturada do azeite regula o colesterol e a poli, representada pelo ômega-3, ajuda a barrar inflamações nas artérias
No peso e no diabete: a monoinsaturada parece atenuar a resistência à insulina. O ômega-3 batalha contra o peso

Um posicionamento sobre os doces


A Dash não desautoriza o seu consumo, mas pede muita parcimônia: a orientação é não exceder 1 colher de sopa por dia cinco vezes por semana. A justificativa é a de que os doces carregam açúcar e gordura saturada além da conta, itens que prejudicam os vasos, impulsionam o ganho de peso e ainda desregulam os níveis de glicose no sangue.

fonte: revista saúde

A era dos chicletes saudáveis



A nova geração de gomas de mascar sem açúcar é capaz de proteger os dentes, prevenindo cáries. Quer mais? Um estudo sugere que elas podem até ajudar o intestino a trabalhar direito

Foi-se o tempo em que o chiclete, famoso por botar a boca em contínuo movimento, merecia a condenação absoluta dos pais, professores e dentistas. Depois que o açúcar começou a ser retirado de algumas marcas, sua condição de ameaça à arcada dentária passou a ser revista pela ciência. As novas versões desprovidas do ingrediente não só evitam alimentar a bactéria da cárie como contribuem para a proteção natural dos dentes. Nos últimos anos, já chegaram ao mercado até produtos enriquecidos com uma substância que fortifica esse escudo bucal.

Muita calma, porém, antes de mascar qualquer chiclete com a pretensão de conservar o sorriso. Os com açúcar — e eles ainda imperam nas prateleiras — continuam um perigo para a dentição se consumidos em excesso e aliados à falta da dupla escova e fio dental. Dado o aviso, podemos saborear o poder preventivo das gomas sem açúcar. “Elas estimulam a produção de saliva, líquido que tem um papel muito importante no controle da cárie”, diz o dentista Jaime Cury, da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, no interior paulista.

“Quando comemos, o pH da boca fica ácido e, para compensar esse desequilíbrio, o esmalte dentário perde minerais como cálcio e fosfato para o meio bucal”, explica o dentista Marcelo Bönecker, da Universidade de São Paulo. O dente fica, então, mais suscetível a ataques bacterianos. No entanto, quando se mastiga uma goma livre de açúcar, um bom bocado de saliva vem à tona e, nesse caso, o líquido contém moléculas de cálcio e fosfato de sobra. “Os estudos mostram que, com esse fluxo elevado, a dentição deixa de ceder minerais, e isso ajuda a prevenir cáries”, diz Bönecker.

Há indícios de que o aumento do fluxo salivar incentive o processo de remineralização do esmalte dentário, erguendo uma muralha mais rígida contra os micróbios. “Quando o pH da boca está ácido, a saliva lembra a água do mar batendo nas rochas e na areia da praia. O esmalte vai se desgastando”, compara o dentista Sigmar de Mello Rode, da Universidade Estadual Paulista, em São José dos Campos. Se mascamos um chiclete após a refeição, porém, a saliva recém-fabricada e mais rica em minerais banha os dentes com doses de cálcio e fosfato. “Assim, além de promover uma autolimpeza da cavidade bucal, esse líquido exerce um papel mais reparador no esmalte”, assinala Cury.

Recentemente, desembarcaram no mercado brasileiro chicletes com um nada de açúcar e reforçados com uma substância chamada recaldent. “Trata-se de um suplemento à base de cálcio e fosfato que aumenta o poder de remineralização da goma”, explica Cury. Esse incremento à prevenção de cáries só tem um senão: como ele é feito de um derivado do leite, há suspeitas de que possa ser mal recebido por pessoas com intolerância ou alergia a laticínios.

Mas, mesmo que o produto zero açúcar não tenha esse ingrediente extra, ele desempenha uma tarefa importante no quesito faxina. “A goma pode se grudar a restos de alimentos e ajudar a eliminá-los dos dentes”, diz Bönecker. É, como você vê, um asseio bem caprichado.

Apesar de tanto benefício, temos que recordar que os chicletes não substituem a escovação nem desalojam cáries já instaladas. “Eles não devem ser consumidos todo dia, mas são úteis quando o indivíduo está sem a escova por perto”, avalia Bönecker. O ideal, portanto, é que o mascar ocorra imediatamente após o fim da refeição ou, por exemplo, depois de um doce no meio da tarde. No entanto, sempre que houver condições, vale a pena fazer a higiene com a escova, a pasta e o fio — nenhum chiclete sugar free é páreo para a ação conjunta das cerdas com o flúor.

Talvez você pergunte: quanto tempo mastigar para obter proteção? Embora não haja um consenso, uma pesquisa pontua a marca de 20 minutos. Algumas pessoas, porém, precisam apreciar a guloseima com bastante moderação, como crianças pequenas e portadores de gastrite ou disfunção temporomandibular, a DTM. “Nesse caso, não é que o chiclete cause o problema, mas ele pode agravá-lo por forçar demais a articulação da mandíbula”, diz Rode.

Vantagens além da boca
Há pouco tempo, ouviu-se um burburinho quando um estudo sugeriu que gomas sem açúcar ajudariam os mais rechonchudos a emagrecer. A hipótese era a de que elas estimulassem a saciedade. “O efeito, contudo, é quase nulo”, dispara a endocrinologista Claudia Cozer, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. “E o pior é que a mastigação ainda pode abrir o apetite.”

Se o chiclete ainda não revelou seus préstimos contra a obesidade, pelo menos surgem evidências de seu trabalho em prol do intestino. Um estudo do University College London, na Inglaterra, prova que pacientes operados de um câncer de cólon se recuperam mais rápido quando se rendem ao mascar. “Isso engana o tubo digestivo, obrigando-o a se movimentar mais”, explica o gastroenterologista Sérgio Domingues, da Universidade Federal de São Paulo. Seria um reforço daqueles se pensarmos que, após cirurgias como cesarianas, o órgão tende a ficar meio paralisado. Será que pessoas constipadas também tirariam vantagem dessa estratégia? “Em tese, sim, mas, sem outros ajustes, não refresca muita coisa”, responde Domingues. De qualquer forma, o chiclete vem mostrar que, quando conjugado a hábitos saudáveis, pode cair na boca do povo para espantar a cárie e, quem sabe, até a preguiça intestinal.

Estômago em perigo?
Gomas de mascar estimulam a produção de suco gástrico. “É como se o corpo entendesse que está vindo matéria-prima e ligasse a linha de produção”, diz o gastro Sérgio Domingues, da Universidade Federal de São Paulo. O problema é que algumas pessoas fabricam essa substância em excesso, tornando-se vítimas de queimação. Por isso, indivíduos com gastrite precisam maneirar nos chicletes, que não devem ser mascados de barriga vazia. “Quem tem refluxo também precisa tomar cuidado porque alguns aromatizantes relaxam a válvula do esôfago”, diz Domingues

Defensores dos dentes

Entenda como os chicletes sem açúcar ajudam a evitar atentados ao sorriso
Depois Da refeição
Ao comermos, as bactérias se apoderam do açúcar e liberam compostos que deixam o pH da boca ácido. Os dentes passam a doar minerais ao meio bucal a fim de neutralizar o pH.
Lá vem saliva
Ao mascar um chiclete sem açúcar, aumenta-se a produção de saliva, que chega munida de minerais como cálcio e fosfato.
Escudo dentaL
Com esse banho de saliva, o esmalte dentário deixa de perder minerais e passa a ganhar moléculas de cálcio e fosfato, o que reforça suas defesas naturais contra as bactérias
Chicletes terapêuticos
O que os laboratórios prometem e já fazem nessa área*
Na história
O ser humano masca gomas vegetais há milhares de anos. Mas a versão industrializada do chiclete só surgiu no final do século 19 nos Estados Unidos.
Contra a impotência
A Pfizer lançou no México uma goma capaz de combater a disfunção erétil. Ainda não há previsão de chegada ao Brasil.
Antifumo
As versões com nicotina auxiliam os fumantes a largar o tabaco, uma vez que fornecem a substância viciante sem a necessidade de acender o cigarro.
Com probiótico
Cientistas japoneses desenvolveram uma opção cheia de bactérias do bem para povoar e equilibrar o intestino. Não substitui o iogurte, mas...
Por dentes brancos
Frequentes nas gôndolas, os chicletes clareadores têm moléculas que, em atrito com o dente, ajudam a branqueá-lo.
Um pirulito contra o mau hálito
Desenvolvido por uma empresa israelense, ele não tem nenhuma pitada de açúcar e combate a halitose por até quatro horas. A proeza do produto é ofertar substâncias que, em contato com a língua, removem bactérias e restos de comida. Sabe-se que a saburra lingual, um amontoado de micróbios e partículas de alimentos, é uma das principais causas de mau hálito recorrente.
 
fonte: revista saúde

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Massagem modeladora caseira

garota massageando cintura


Saiba o que é preciso para fazer uma massagem em casa


1. Inicial

Para fazer esta massagem, você vai precisar de um cosmético que facilite o deslizamento das mãos (de preferência, um creme lipolítico, ou seja, que ajuda a dissolver os nódulos de gordura) e muita, muita força. “As manobras são vigorosas, a ponto de deixar a área tratada vermelha e ligeiramente aquecida. Só assim vai conseguir agilizar a penetração do produto, amolecer a gordura e facilitar a queima”, explica a fisioterapeuta Mariana Ferraz. Como os movimentos são fortes, evite regiões com varizes.

2. Cintura de pilão
Passe o creme na barriga, envolva a cintura com o braço e puxe bem forte com a mão, da lateral do corpo em direção ao umbigo, como se quisesse marcá-la.

3. Rolo compressor
Após espalhar o creme, massageie com força toda a extensão da coxa, dos joelhos em direção à virilha. As mãos ficam fechadas. Imagine que está tentando “quebrar” a gordura com a dobra dos dedos.

4. Ataque a pochete
Com as duas mãos fechadas e movimentos vigorosos, empurre a gordura acumulada na barriga de baixo para cima.


5. Bons companheiros
Além de facilitar o deslizamento das mãos nas massagens modeladora e drenante, os cremes anticelulite reduzem o inchaço, ativam a circulação sanguínea e ajudam a dissolver os nódulos de gordura. Veja as sugestões:

Phyto Mince Creme Réductrice Anti Cellulite, Anna Pegova. Elaborado com cafeína, DMAE e colágeno, combate a inflamação das células de gordura, hidrata e dá mais firmeza à pele.

Fluido Dinamizante, Kendra. Spray à base de nicotinato de metila, um potente vasodilatador que favorece a circulação e a eliminação das toxinas.

Celulan, Farmaervas. É rico em extratos marinhos e botânicos que nutrem e melhoram a oxigenação das células.

Cellu Light, Germaine de Capuccini. A substância kephaslim presente na fórmula tem duas funções: dissolver a gordura e evitar que ela se acumule.

Cellu Light, Germaine de Capuccini. A substância kephaslim presente na fórmula tem duas funções: dissolver a gordura e evitar que ela se acumule.
fonte: boa forma

Controle seus hormônios e resolva o problema do ovário policístico

A dieta e a ginástica estão em dia, mas o ponteiro da balança continua em alta? A culpa pode ser da disfunção nos ovários, que, além do peso, afeta a beleza, o bem-estar e ainda ameaça seus planos de ser mãe

Ovário Policístico 

Na mira da SOP

Facilidade para engordar e dificuldade para emagrecer, pele oleosa, acne, queda de cabelo. A quem você pediria socorro nesse caso? Poucas mulheres consideram marcar uma consulta no ginecologista quando esses problemas surgem sem explicação e persistem, mas deveriam. Afinal, todos são sintomas da síndrome do ovário policístico (SOP, como é conhecida no meio médico), que tem nome complicado, porém é mais comum do que a gente imagina e chega a afetar 10% da população feminina entre 20 e 40 anos.

Não se trata de uma doença. Como em toda síndrome, o diagnóstico da SOP se dá pela manifestação de alguns sintomas. Além daqueles estéticos – ou antiestéticos – já citados, aumento de pelos em lugares inusitados do corpo (como rosto, seios e barriga), ciclos menstruais irregulares e ausência de ovulação são outros sinais de que você pode ser mais uma vítima desse transtorno.

A síndrome do ovário policístico é um daqueles males que só a genética explica: não depende necessariamente do estilo de vida da paciente para dar as caras nem se conhece exatamente suas causas. O que se sabe é que ela atinge um número significativo de mulheres em idade reprodutiva. “Sabemos que entre 20% e 30% delas têm ovário policístico, mas de 5% a 10% manifestam a síndrome”, revela o ginecologista Joji Ueno, de São Paulo. “As outras podem menstruar normalmente, ter filhos, jamais apresentar qualquer sintoma e, mesmo assim, em um exame de ultrassom, constatar que possuem ovário policístico. Nesses casos, é apenas uma característica da mulher, que não precisa passar por tratamento.”


A cara do problema

O exame de imagem e o de toque durante a consulta com o ginecologista são os mais adequados para detectar o ovário policístico, que tem praticamente o dobro do volume do órgão saudável (que mede de 3 a 9 centímetro cúbicos, mais ou menos o tamanho de uma azeitona). Esse aumento ocorre quando o processo de desenvolvimento dos folículos ovarianos não se completa e vários pequenos cistos se formam. Eles, então, vão se acumulando na superfície do ovário. “Com isso, o órgão acaba aumentando de volume e ganhando um tipo de capa esbranquiçada”, descreve o ginecologista especializado em reprodução humana Isaac Yadid, da Clínica Huntington, no Rio de Janeiro.

Ah, os hormônios!
Como em boa parte dos problemas de saúde femininos, os hormônios têm papel determinante nessa história. “Uma alteração na função da glândula hipófise leva ao aumento da produção de andrógenos (hormônios masculinos, como a testosterona) e à resistência do organismo à insulina”, explica a ginecologista Rosa Maria Neme, de São Paulo. É o excesso de hormônios masculinos que responde pelo aumento de pelos, da oleosidade da pele e do aparecimento de espinhas. Mas o prejuízo vai além da beleza. “A testosterona interfere no processo de ovulação, por isso é que boa parte das mulheres portadoras da síndrome tem dificuldade para engravidar”, esclarece Joji Ueno. Sem falar que, quando conseguem, têm maior risco de aborto e tendência a complicações como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia (quadro de hipertensão induzida pela gravidez que pode provocar também grande retenção de líquidos).

O dilema do peso
Já o excesso de insulina no sangue (sempre que existe a resistência a um hormônio, o organismo passa a produzir mais dele) favorece o estoque de calorias e atrapalha a queima, como observa a endocrinologista Ellen Simone Paiva, de São Paulo. “Isso explica por que a maioria das pacientes tem sobrepeso e dificuldade para se manter magras.” Mas a gordura típica de quem possui o distúrbio é mais do que uma consequência estética negativa. Significa também um fator de risco para que a síndrome se instale. “A obesidade pode levar a irregularidades no ciclo menstrual e na ovulação e ao surgimento de acne e pelos”, fala Ellen.

S.O.S. saúde
Além dos prejuízos à beleza, o desequilíbrio hormonal pode trazer outros perigos. “A síndrome do ovário policístico aumenta o risco de a mulher desenvolver diabetes, que, se não tratada, pode levar a pressão alta, queda do colesterol bom e alteração nas gorduras do sangue”, avisa Joji Ueno. Tem mais: a grande quantidade de hormônio feminino circulando no corpo por um tempo prolongado pode aumentar o risco de câncer de endométrio.


O tratamento mais adequado

Livre-se dela
O tratamento mais adequado para a SOP depende dos sintomas apresentados e do objetivo da paciente. Para uma jovem preocupada com a beleza, por exemplo, o mais comum é corrigir o desequilíbrio hormonal por meio de pílula anticoncepcional – mas sempre com a prescrição do médico. Se a mulher está tendo dificuldade para engravidar, o caminho é estimular a ovulação. “Em todos os casos, é necessário tratar antes o sobrepeso, se ele existir, pois isso vai influenciar o ciclo menstrual, regular os hormônios e a ovulação”, diz Ellen Simone Paiva.

Não confunda com cisto no ovário
O cisto é uma espécie de tumor cheio de líquido que se armazena quando o folículo ovariano (onde os óvulos se desenvolvem) não atinge o estágio em que arrebenta e expele o óvulo (a ovulação). Apesar de gerar preocupação, ele quase sempre é benigno e não precisa ser extraído.

Mexa-se contra a síndrome
Hoje já se sabe que a ginástica e a eletroacupuntura (técnica que envia estímulo elétrico às agulhas posicionadas em pontos do corpo) têm papel importante para vencer o ovário policístico. Pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, comprovaram que elas reduzem a atividade do sistema nervoso simpático, que fica descompensado em quem sofre do problema, regulando os níveis de testosterona no corpo e os ciclos menstruais.

fonte: boa forma

Você sabe cuidar bem da sua memória?

Responda o teste a seguir e descubra se está fazendo tudo para manter suas recordações intactas

1. Quais alimentos ajudam a resguardar as lembranças por anos e mais anos?

a) As carnes bovinas, lotadas de proteínas que estimulam a produção de neurotransmissores

b) As leguminosas. Afinal, suas fibras solúveis servem como combustível para os neurônios

c) Frutas como a framboesa, o morango, a uva e o mirtilo, todas repletas de flavonoides, um nutriente que estimula a criação de novas ramificações das células nervosas e que, por outro lado, regula a chegada de sangue ao cérebro

d) Os óleos vegetais, cheios de vitamina E, substância capazes de aumentar a atividade do hipocampo, área cerebral que processa a memória
 
 
fonte: revista saúde

Excessos na dieta favorecem formação de 'pedras' nos rins

Estudo associa influência significativa do consumo de proteína animal e de sal no desenvolvimento dos cálculos renais. Anteriormente, acreditava-se que o grande vilão seria o excesso de cálcio.

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A eliminação das chamadas “pedras” nos rins pelas vias urinárias provoca uma das dores mais intensas que o corpo humano pode suportar. Há quem diga que a dor é pior que a do parto. Os cálculos eliminados pelas vias urinárias podem ser microscópicos ou tão grandes que precisam ser retirados cirurgicamente, com casos de reincidência.

Especialistas têm observado em quase todos os casos de cálculos renais, a presença de um componente chamado oxalato de cálcio, composto que forma cristais no interior dos rins. A maior parte dos portadores da doença apresenta absorção exagerada de cálcio através do intestino e, como consequência, excreção urinária mais elevada.

Para evitar esse acúmulo, recomendam-se medidas que aumentem o fluxo urinário: tomar muito líquido, evitar infecções e esvaziar a bexiga antes de senti-la cheia. Além disso, como a formação de cálculos está relacionada com a absorção de cálcio, a modificação de hábitos alimentares é um procedimento importante para a prevenção.

Estudos sugerem que dietas com conteúdo normal de cálcio, mas pobres em proteína animal e em sal, podem ser úteis na prevenção de cálculos. Até hoje, no entanto, não havia sido publicado um único ensaio que as comparasse com as dietas pobres em cálcio.

Um estudo nesse sentido foi realizado por um grupo da Universidade de Parma, na Itália. Foram separados 120 homens com história de mais de um episódio de eliminação de cálculos de oxalato de cálcio e que apresentavam aumento da excreção urinária de cálcio (hipercalciúria).

Metade deles foi colocada numa dieta com conteúdo normal ou até mais elevado de cálcio e pobre em proteína animal (carne vermelha, frango, peixe e ovos). A outra metade foi aconselhada a evitar leite, iogurte e queijos para reduzir drasticamente a quantidade de cálcio ingerida.

Ambos os grupos receberam a recomendação de ingerir 2 litros de água por dia no inverno e 3 litros no verão.

Foi permitida a ingestão de vinho, cerveja, café e refrigerantes em quantidades moderadas. O grupo foi acompanhado durante cinco anos.

Dos 60 homens que receberam dietas pobres em proteína e sal, mas ricas em cálcio, 12 apresentaram novos episódios de calculose. Dos outros 60, que ingeriram dieta pobre em cálcio (e com conteúdo normal de proteína e sal), 23 tiveram recidiva do quadro – quase o dobro de risco.

Os níveis urinários de cálcio nas duas dietas caíram significativamente, mas a excreção de oxalato de cálcio na urina (o principal componente dos cálculos) aumentou no grupo que ingeriu pouco cálcio e foi reduzida no grupo mantido com dieta de conteúdo normal de cálcio e pobre em proteína e sal.

Essa diferença pode ser explicada pelo aumento da absorção intestinal de oxalato de cálcio provocada pelos baixos níveis de cálcio ingerido. Já nas dietas com conteúdo normal de cálcio, esse elemento está mais disponível para formar complexos com oxalato na luz intestinal, dificultando sua absorção.

Discutindo esse estudo em editorial publicado na revista The New England Journal of Medicine, David Bushinsky, da Universidade de Rochester, escreve: “Hoje podemos afirmar que uma dieta contendo quantidades adequadas de cálcio (1.200mg por dia) em conjunto com a diminuição da quantidade de proteína animal e de sal é superior às dietas pobres em cálcio na prevenção da formação de cálculos de oxalato de cálcio”.

E enfatiza: “Os médicos não devem mais prescrever dietas pobres em cálcio para prevenir recorrências de calculose”.

fonte: saúde plena

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

ATRAÇÃO SEXUAL

O que atrai os homens e as mulheres?
Sabedoria da Mãe Natureza
 
Os pesquisadores ainda se perguntam: a atividade sexual está desvinculada da reprodução no ser humano, ou este ainda é um imperativo biológico que impulsiona o nosso desejo? O sexo hoje adquiriu outras funções e papéis, que não apenas a procriação?

Existem determinadas teorias que procuram explicar e identificar um padrão de escolha de parceiros sexuais nos seres humanos. O acasalamento pode se dar de diferentes formas: na Poligamia, o homem tem múltiplas esposas, na Poliandria, as mulheres tem múltiplos maridos. A Endogamia ocorre quando parentes próximos se acasalam e na Exogamia, evita-se acasalamento entre parentes.

Charles Robert Darwin (1809-1882), evolucionista que identificou a seleção natural como o processo básico da evolução das espécies, foi um dos primeiros cientistas a questionar a Seleção Sexual. Descreveu a Seleção Intrasexual quando indivíduos de mesmo sexo competem entre si pelo sexo oposto e a Seleção Intersexual , quando há preferências de um sexo por outro, como a escolha discriminada da fêmea por um macho mais forte e vistoso.

Várias teorias surgiram tentando definir que características seriam mais importantes para chamar atenção do outro sexo. Algumas delas explicam que os indivíduos buscam similaridade de características, ao contrário do que se pensava, que a busca era por parceiros com características diferentes e opostas. Ou seja, quem tem nariz grande se atrairia por iguais: os "narigudos" se amam! Mas não é tão simples assim, não.

O que define quem acasala com quem é uma questão em aberto e ainda buscada por biólogos, geneticistas, psicólogos e sociólogos. Mais de 90% dos indivíduos casam ao longo de suas vidas, influenciando nas tendências sociais e na distribuição de riquezas.

O que faz a atração?

O que é importante para a escolha de parceiros e que mudanças evolutivas podem decorrer de preferências sexuais?

Como será a tendência genética?

Como ela varia?

Dois pesquisadores, Buss e Schmitt propuseram a Teoria das Estratégias Sexuais. Nela, relatam dados empíricos de uma extensa pesquisa realizada em vários países do mundo.

Acreditam que a escolha de parceiros pode ser feita de duas formas diferentes ou até mesmo, associadas. 

Descrevem a estratégia de curto prazo e a de longo prazo. Ambas se baseiam no imperativo biológico, ou seja, nossas escolhas e preferências de parceiros sexuais ainda são influenciadas pela busca de melhores genes para nossos futuros filhos. Por exemplo, os homens buscam mulheres jovens e atraentes, pois detectam na juventude a possibilidade ainda de gerar muitos filhos, e na atratividade, a saúde do corpo para enfrentar a gravidez e suas repercussões. Já a mulher buscaria um parceiro com dispositivos internos de força, poder e capacidade de proteção para ela e sua prole.

Acreditam que o homem tem uma tendência a seguir a estratégia de curta duração, pois é a menos onerosa para ele. Busca quantidade para tentar produzir maior número de filhos. Sua contribuição para a procriação é somente seu esperma e uma boa vontade. Já para a mulher, há maior tendência de buscar a estratégia de longa duração, pois seu investimento é muito custoso: 9 meses de gestação, alguns outros de amamentação e vários anos de cuidados com seus bebês. Os filhotes humanos são extremamente dependentes de seus genitores para cuidados de higiene, alimentação e desenvolvimento. Para a mulher, a seleção é de extrema importância. Deve saber preferir e discriminar o macho de maior valor genético (mais força muscular, mais inteligência, por exemplo) para não perder tempo em investimentos que lhe serão custosos e de pouco retorno.

Algumas pesquisas no Brasil revelam que as mães que têm muitos filhos e que são muito pobres investem mais naqueles que podem sobreviver e que apresentam melhores características, deixando de lado os filhos mais fracos. Vendo desse ponto de vista, é realmente assustadora a nossa similaridade com os animais.

Mas os machos de nossa espécie cuidam de seus filhotes e seguem a estratégia de longo prazo também, inclusive com mulheres pós-menopáusicas. E as fêmeas humanas também buscam relacionamentos de curto prazo. Afinal, somos assim iguais aos animais? Selecionamos somente para ter filhos? Muitos nem querem! 

Pelo contrário, fogem e evitam filhos como quem foge de um leão!

Talvez as diferenças entre homens e mulheres de nossa espécie na busca de parceiros realmente existam, e talvez lembremos muito mais "nossos parentes" do reino animal do que gostaríamos de lembrar.

Todavia, é importante termos em mente que, apesar de sermos uma continuidade da natureza, temos características únicas comparando-se as espécies, e estamos ainda em evolução. Entender como processamos a seleção sexual e entender a sabedoria da evolução natural, talvez nos renda o compreender para onde estamos seguindo.

fonte: abc da saúde

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

ABUSO SEXUAL

A VIOLÊNCIA COMO DOENÇA
 
Existem quatro categorias distintas de abuso sexual:
pedofilia
estupro
assédio sexual
exploração sexual profissional
Em todas elas, existe necessidade de tratamento tanto dos abusadores, quanto das vítimas. Não é raro ocorrer que a vítima torne-se um abusador no futuro.

Pedofilia

Sinônimo
 abuso de menores, incesto, molestação de menores

A Pedofilia é um transtorno parafílico, onde a pessoa apresenta fantasia e excitação sexual intensa com crianças pré-púberes, efetivando na prática tais urgências, com sentimentos de angústia e sofrimento. O abusador tem no mínimo 16 anos de idade e é pelo menos 5 anos mais velho que a vítima.

O abuso ocorre em todas as classes sociais, raças e níveis educacionais.

A grande maioria de abusadores é de homens, mas suspeita-se que os casos de mães abusadoras sejam sub-diagnosticados. Existem 4 faixas etárias de abusadores:
jovens até 18 anos de idade, que aprendem sexo com suas vítimas
adultos de 35 a 45 anos de idade que molestam seus filhos ou os de seus amigos ou vizinhos
pessoas com mais de 55 anos de idade que sofreram algum estresse ou alguma perda por morte ou separação, ou mesmo com alguma doença que afete o Sistema Nervoso Central
e aqueles que não importa a idade, ou seja, aqueles que sempre foram abusadores por toda uma vida
O sexo praticado com crianças geralmente é oro-genital, sendo menos freqüente o contato gênito-genital ou gênito-anal.

As causas do abuso são variáveis. O molestador geralmente justifica seus atos, racionalizando que está ofertando oportunidades à criança de desenvolver-se no sexo, ser especial e saudável, inclusive praticando sexo com a permissão desta. Pode envolver-se afetivamente e não ter qualquer noção de limites entre papéis ou de diferenças de idade.

Quando ocorre dentro do seio familiar (o abusador é o pai ou padrasto, por exemplo), o processo é bastante complicado. Normalmente interna-se a criança para sua proteção, e toda uma equipe trabalha com o clareamento da situação. Por vezes, a criança é também espancada e deve ser tratada fisicamente. A família se divide entre os que acusam o abusador e os que acusam a vítima, culpando esta última pela participação e provocação do abuso. O tratamento, então, é inicialmente direcionado para a intervenção em crise.

Depois, tanto a criança, quanto o abusador e a família devem ser tratados a longo prazo.

Devido ao fato de abuso de menores ser um crime, o tratamento do abusador torna-se mais difícil.

As conseqüências emocionais para a criança são bastante graves, tornando-as inseguras, culpadas, deprimidas, com problemas sexuais e problemas nos relacionamentos íntimos na vida adulta.

Estupro

Sinônimo
violência ou violação sexual, ataque sexual

O Estupro é constranger MULHER à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça. (Artigo 213 do Código Penal Brasileiro).

O estuprador é sempre homem e tem sentimentos odiosos em relação às mulheres, sentimentos de inadequação e insegurança em relação a sua performance sexual. Pode apresentar desvios sexuais como o sadismo ou anormalidades genéticas com tendências à agressividade.

A vítima normalmente é estigmatizada, havendo uma tendência social de acusá-la direta ou indiretamente por ter provocado o estupro. Sente-se impotente até mesmo em delatar o estuprador, que muitas vezes é alguém já conhecido, sentindo-se muito culpada e temerosa de represálias. Muitas vezes, pode sentir que o estupro não foi um estupro, que foi uma atitude permitida por ela e de sua responsabilidade. Tal atitude dificulta o delato do crime. Os sentimentos de baixo auto-estima, culpa, vergonha, temor (fobias), tristeza e desmotivação são comuns. A ideação suicida também pode piorar o quadro. São comuns sintomas similares ao Estresse Pós-Traumático (Transtorno de Ansiedade comum em soldados pós guerra).

O tratamento da vítima consiste em conscientizá-la de que o estupro foi um ataque sexual, um crime, envolvendo pessoa conhecida ou mesmo uma pessoa desconhecida com a qual a vítima possa ter marcado um encontro às escuras.

Assédio sexual

Sinônimo
molestamento, coação sexual

O Assédio Sexual inclui uma aproximação sexual não-benvinda, uma solicitação de favores sexuais ou qualquer conduta física ou verbal de natureza sexual.

Existem leis que protegem as pessoas de preconceitos sexuais, tomando-se por base tais situações.

Existem dois tipos de molestamento:

quando existe uma pressão sobre a vítima para esta prestar algum favor sexual ou se submeter de alguma forma por estar hierarquicamente abaixo ao molestador
quando há uma pressão para a vítima sentir-se em um ambiente desagradável por ser de seu sexo específico. Por exemplo, uma mulher ser hostilizada ou não-benvinda por ser uma mulher em um determinado ambiente de trabalho, fazendo com que se sinta tão mal a ponto de ter de abandonar o emprego ou permanecer nele com sofrimento
O tratamento para essas vítimas consiste em ajudá-las a tomar medidas legais contra o molestador, treinando-as para identificar quando estão sendo submetidas a esse tipo de abuso.

Exploração sexual profissional

A Exploração Sexual Profissional ocorre quando há algum tipo de envolvimento sexual (ou intimidade) entre uma pessoa que está prestando algum serviço (de confiança e com algum poder delegado) e um indivíduo que procurou a sua ajuda profissional.

Pode ocorrer em todos os relacionamentos profissionais nos quais haja algum tipo de poder de um indivíduo sobre o outro (assimetria). Exemplos são relações como a do médico-paciente, psicólogo-paciente, advogado-cliente, professor-aluno e clérigo-paroquiano.

Restrições à intimidade sexual entre profissionais da área médica e pacientes são já citadas no juramento de Hipócrates, que data quatrocentos anos antes de Cristo, proibindo esse tipo de atividade sexual. Atualmente, tanto o código de ética médica como o código dos psicólogos postulam os mesmos princípios, considerando seríssimos os danos causados ao paciente.

É sempre muito difícil tratar um paciente que foi explorado por um médico ou terapeuta. Há uma incapacidade da vítima para confiar novamente, impossibilitando a aliança terapêutica, extremamente necessária para desenvolver o relacionamento saudável médico-paciente e a obtenção de sucesso no tratamento.

O profissional abusador também enfrenta muitas dificuldades no seu próprio tratamento. Geralmente busca ajuda somente quando foi delatado e indiciado. Existem ainda poucos serviços especializados e direcionados ao tratamento dessas situações.

fonte: abc da saúde

ARMADILHAS DO DESEJO

No início, quando escolhemos alguém, tudo é novidade. E novidade tem cheiro de desejo. Com o passar o tempo, é comum que as pessoas esqueçam de esquentar o relacionamento e se deixem consumir pelo trabalho, pela rotina, por desentendimentos. Tais ingredientes, entre outros, criam uma lacuna emocional e, por vezes, um impedimento sexual por falta de investimento dos parceiros. Claro que relacionamentos não se baseiam somente em sexo. Mas a sexualidade acha o seu lugar dentro de uma relação que tenha afeto, admiração e entendimento, e é por isso que não podemos esquecer do aspecto sexual, já que uma sexualidade precária empobrece a vida conjugal.

O excitante é a novidade, o que vem implícita através dela. E a acomodação, o veneno para o desejo. Como as armadilhas são muitas (tanto internas quanto externas), e uma coisa leva a outra, os parceiros vão se distanciando emocionalmente ou mesmo fisicamente. Aquela pessoa completa, que era tão interessante, já não desperta tanta atração nem interesse. A saída encontrada por muitos é buscar por outras e novas fontes de apoio e, como uma bola de neve, cada vez se distanciam mais. Fora isso, a vida é tão corrida que se leva o corre-corre para dentro do relacionamento. Não se tem tempo para descobrir o outro e nem para lidar com as frustrações.

Claro que quando o casal divide a mesma casa, a rotina desmascara a sedução. Então, qual será o caminho do meio entre a intimidade doméstica e o desejo sexual? Indo um pouco na contramão de tudo aquilo que sempre foi dito, a intimidade nem sempre é garantia única do bom sexo. Pelo menos não esse tipo de intimidade, já que para um bom funcionamento da sexualidade, muitas vezes, é preciso introduzir mistério naquilo que é familiar. De forma geral, alguns elementos desmotivadores são: relacionamentos instáveis ou com pouca confiança, traumas sexuais, insegurança quanto ao desempenho, forte repressão sexual, falta de higiene pessoal e atenção ou cuidado do parceiro. Mas, todos esses elementos podem ser cuidados dentro de uma relação com paciência e vontade.

Num relacionamento saudável, há o respeito pela individualidade alheia, pois ao entregar a própria satisfação na mão do outro o resultado pode ser uma profunda frustração. Se o outro não agir conforme o esperado, a decepção é o único caminho, já que se vive através dele(a). É indispensável conservar o próprio eu e ter, ao mesmo tempo, a liberdade de se envolver com o eu do outro, formando um terceiro elemento, que é o casal em si, sem que haja anulação das partes, mas uma troca entre elas.

Além disso, é preciso pensar em sexo e tomar cuidado com a preguiça, ou seja, sexualize os seus pensamentos. Não adianta ficar esperando que o desejo chegue, porque ele não vai bater à sua porta sem que seja convidado. Abra espaço para o sexo dentro do seu relacionamento, reservando um momento só para os dois e estimulem-se. Aprenda com seu corpo e com o corpo do(a) parceiro(a): aproveite o que ele tem para oferecer aos dois, valorizando, assim, o erotismo. É possível manter o desejo vivo ao sentir prazer com o outro, pois dar prazer pode disparar e potencializar o seu próprio.

Importante ressaltar que é preciso ter cuidado com as expectativas romanceadas. Elas se baseam nos próprios desejos e, não necessariamente, fazem parte da personalidade do outro. Aceite-o como ele é ainda que seja pra ver que pode ser muito bom ficarem juntos mesmo que, no fundo, não tenham nada de afinidade. Além disso, lembre-se que se relacionar com o outro não é um ato de contemplação, e sim, de convivência. Por isso, é tão importante compartilhar interesses,  valores e projetos de vida, até porque sexo, ainda que não seja perfeito no início, pode ser adaptado, mas, para tanto, comunicação é fundamental. Não se limite apenas a ouvir.

É vital que cada um tenha vontade de falar com o outro e de ser ouvido. Comunicar-se não tem a ver com falar demais, mas saber colocar para o outro os seus sentimentos, e isso é a chave de toque para se resolver os problemas que vão surgindo durante a relação. Afinal, é preciso ver os dois lados da moeda: numa relação há luz e sombras, conquistas e frustrações. Não espere que sempre seja um mar-de-rosas, porque isso só acontece nos contos de fadas. E, na verdade, só no final deles.

fonte: abc da saúde

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Febre infantil não é doença

Os pais andam exagerando na dose de antitérmicos oferecida à criançada, alertam os pediatras. Afinal, em quais casos é necessário lançar mão das gotinhas?
Imagine chamar a polícia toda vez que o alarme do carro dispara antes mesmo de verificar se alguém tentou roubá-lo ou se foi apenas uma pedra que caiu na carroceria e disparou o sinal. Seria um caos, não? Mas é exatamente isso que os adultos fazem quando os pequenos têm febre — e nem se dão conta. Basta o termômetro indicar mais de 37 °C que começa a correria para encontrar um remédio antes mesmo de averiguar o estado de saúde da criança. A questão é: o uso de medicamento, nessas horas, pode ter consequências negativas.
Tanto é que a mais importante revista científica de pediatria do mundo, a americana Pediatrics, lançou um alerta recente sobre o uso indiscriminado de antitérmicos. No artigo, assinado por especialistas da Academia Americana de Pediatria, os médicos recomendam que não se recorra a esse tipo de remédio com o objetivo exclusivo de reduzir a temperatura corporal de meninos e meninas. "Só que, infelizmente, muitos pais têm um medo exagerado e irracional da febre", lamenta o pediatra Jayme Murahovschi, da Academia Brasileira de Pediatria. É aí que mora o perigo.
Isso porque a automedicação é sempre arriscada. "Os antitérmicos não atuam sobre a doença que desencadeou a subida da temperatura, só diminuem a febre", lembra a infectologista e pediatra Cristina Rodrigues da Cruz, professora da Universidade Federal do Paraná. "A preocupação, quando há febre, deve ser com o diagnóstico do que a causou, feito por um pediatra." Além disso, o calor corporal — desde que não passe de um limite tolerável — até costuma dar uma mão para exterminar o que por ventura está por trás de toda a encrenca.
"A febre de até 38,6 °C otimiza o sistema imunológico", confirma a pediatra Joelma Gonçalves Martin, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, no interior do estado. "Ou seja, ficar um pouco mais quente do que o normal ajuda a criança a se defender, porque a produção de anticorpos protetores aumenta, recrutam-se algumas células de defesa de maneira mais rápida e inibe-se a multiplicação de diversos micro-organismos", explica.
 Se a febre, a princípio, não faz mal, quando será que os antitérmicos são mesmo necessários? "No geral, quando aumentam o conforto da criança no alívio de sintomas como tremores, mal-estar e aceleração dos batimentos cardíacos", diz o infectologista Milton Lapchik, coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo. Isso significa que se seu filho está quente, mas continua correndo pela casa, não é preciso medicá-lo. As exceções são garotos com problemas cardíacos ou pulmonares, além daqueles que têm suscetibilidade a crises convulsivas desencadeadas por febre.
Em todos os casos, entretanto, quem deve decidir se é hora de apelar para as gotinhas é o médico — e não os próprios pais. "Nos menores de 3 anos, cujo sistema imune é um pouco mais imaturo, a preocupação precisa ser maior", ressalta Joelma. "Assim, bebês com temperatura alta, independentemente do estado geral, crianças com febre baixa, mas com outros sintomas, e as que permanecem febris por dias seguidos necessitam de atendimento médico." Nos recém-nascidos, qualquer febre deve ser comunicada imediatamente ao pediatra.

Mas nenhum pai ou mãe deveria se desesperar nessas horas. Talvez esse seja o recado mais importante do artigo americano. Em mais de 60% dos casos, a elevação da temperatura é apenas uma das respostas do organismo à presença de algum micro-organismo estranho — e logo, logo esse calorão todo passa. Funciona assim: quando um vírus ou bactéria entra no corpo e é reconhecido como invasor, leva à produção de substâncias conhecidas como mediadores inflamatórios. "Eles provocam vasodilatação local, esquentando a região", explica a fisiologista Silvia Nishida, do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Unesp, em Botucatu. "E atuam no termostato cerebral, o hipotálamo, elevando o ponto de ajuste da temperatura do corpo."Então, se antes o termômetro do organismo se esforçava para não passar de 36,5 °C, agora ele acha que o melhor é deixar tudo bem quente. "A partir daí ocorre uma série de estímulos, responsáveis por produzir e reter calor, como a ereção dos pelos e a constrição dos vasos periféricos", afirma Joelma. A pediatra e neonatologista Fernanda Zicolloto, do Hospital e Maternidade Santa Joana, na capital paulista, deixa um aviso: "A febre é sempre um bom sintoma". Basta não se apavorar com ela e averiguar o que a provoca antes de partir para qualquer medicação.

ACIMA DE 37,8 ºC - FEBRE E em crianças pequenas o termômetro pode marcar temperaturas bem mais altas do que esse calor. É uma reação natural de um organismo que está aprendendo a se defender. Ou seja, o calorão muitas vezes não reflete nada grave. Por isso, não se preocupe tanto.

ENTRE 37,2 E 37,8 ºC - ESTADO FEBRIL Nem sempre uma temperatura pouco acima de 37ºC indica que a febre está a caminho. Mas quando o estado febril se manifesta, a recomendação é deixar um termômetro por perto para verificar se o corpo do pequeno não irá esquentar demais.

ATÉ 37,2 ºC - NORMAL As pessoas têm organismos diferentes e a temperatura pode variar de indivíduo para indivíduo. Mas até cerca de 37,2ºC tudo está absolutamente normal.

Adultos são mais frios
Crianças
Entre 36,5 e 37,5 ºC
Elas costumam ser até 0,5ºC mais quentes que gente grande, já que nessa fase o corpo precisa trabalhar muito mais para promover o crescimento. Aí, por causa de todo esse gasto de energia, também é produzido calor.

Adultos
37 ºC
Essa é a média de temperatura em homens e mulheres. É claro que alguns indivíduos são, por assim dizer, mais frios que outros, mas ninguém fica muito longe desse ponto.

Os remédios mais usados Eles não atuam na causa do problema, apenas abaixam a temperatura. Mas, ok, podem trazer algum alívio ao mal-estar

Dipirona Só deve ser administrada em crianças acima de 3 meses. A droga inibe a síntese da prostaglandina, um mediador importante para a ativação do centro nervoso regulador da temperatura corporal.

Paracetamol É o único que pode ser usado desde o período neonatal. É menos potente que a dipirona em termos anti-inflamatórios. Sua ação também está relacionada à menor produção de prostaglandinas.

Ibuprofeno Pode ser usado a partir dos 6 meses de idade. Impede o surgimento de mediadores pró-inflamatórios que aumentam a temperatura. Seus efeitos colaterais se relacionam a sintomas gastrointestinais.

Receitas caseiras Algumas delas funcionam pra valer, sem efeitos colaterais

Lenços úmidos As nossas avós já sabiam que colocar panos molhados com água na testa dos pequenos dá uma ajuda e tanto. "As compressas devem ser mornas e podem ser utilizadas desde que proporcionem conforto à criança", lembra a infectologista e pediatra Cristina Rodrigues da Cruz. O corpo perde calor com o contato do tecido úmido em temperatura menor que a dele.

Muito líquido Durante a febre, é comum haver desidratação. Por isso, todo tipo de suco, chá ou mesmo um copo de leite ou água são muito bem-vindos para manter o corpo funcionando até o fogo passar.

Roupas leves Fuja à tentação de cobrir seu filho com um cobertor para evitar que ele fique tremendo. Para ajudar o organismo a regular a temperatura, o ideal é o contrário: tire o excesso de roupas.

Banhos mornos
A água deve estar morna, em torno de 36 ºC — e pode parecer gelada para a criança que está pelando de febre. Por isso, nada de obrigá-la a entrar na banheira ou no chuveiro. A estratégia é eficiente, desde que não faça o pequeno berrar de desconforto. Afinal, a ideia é aliviá-lo de qualquer mal-estar, certo?

fonte: revista saúde

terça-feira, 16 de agosto de 2011

VARICELA (Catapora)


Nome popular:

catapora.

O que é?

A varicela (catapora) é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, causada por um vírus chamado Varicela-Zoster. Esse vírus pode causar vários tipos de infecções: primária (quadro clínico de catapora bem estabelecido), latente (sem manifestação clínica) e reativação.

Esse vírus permanece em nosso corpo a vida toda, estando como que adormecido; sua reativação determina doença localizada na área correspondente a um ou mais nervos sensitivos e chama-se então Herpes-Zoster, conhecida também como cobreiro.

Como se adquire?

Na era pré-vacina 90% das pessoas suscetíveis desenvolviam a doença primária varicela ou catapora. No contato intradomiciliar a contaminação da doença ocorre em mais de 80% dos propensos; em contato menos íntimo (colégio), baixa para 30% das crianças.

A passagem da doença de pessoa a pessoa em uma mesma casa costuma tornar mais grave o quadro. O período de transmissão inicia 24 a 48 horas antes do surgimento das lesões da pele e se estende até que todas as vesículas tenham desenvolvido crostas (casca), usualmente 7 a 9 dias. O tempo que medeia entre o contato e surgimento da doença (incubação) é de 14 a 16 dias, variando entre 10 e 21 dias. A transmissão se dá através do contato aéreo, de via respiratória para via respiratória ou por contato direto com as lesões vesiculares cujo líquido está cheio de vírus.

O que se sente?

Uma vez alojados no organismo, os vírus começam a se reproduzir, invadem o sangue e produzem os sinais de infecção: febre 38 a 38,5°C, mal estar, perda do apetite, dor de cabeça. Os sintomas são mais ou menos intensos na dependência da quantidade de vírus contaminantes e da capacidade de defesa daquele indivíduo.

Lesões da pele e das mucosas:

Os vírus que estão na árvore respiratória são carregados para a pele e mucosas pela corrente sangüínea. Inicia-se uma reação inflamatória local; aparecem pequenas pápulas avermelhadas com prurido intenso que evoluem rapidamente para pequenas vesículas com líquido cristalino, que acaba se turvando. As vesículas retraem-se no centro e inicia-se a formação de crosta escura (casca). Tudo ocorre em mais ou menos 2 a 3 dias. As lesões surgem em "ondas" independentes o que faz com que haja, no mesmo indivíduo, lesões de variados estágios evolutivos, sendo este achado um dos mais importantes para a confirmação do diagnóstico. 

O número das lesões é extremamente variável (10 a 1500 em pessoas normais); na média podemos falar em cerca de 300.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é fundamentalmente clínico. O tratamento é dirigido ao abrandamento dos sintomas. É uma doença benigna e a cura se faz por reação do próprio organismo. Atualmente, as complicações mais importantes acontecem por contaminação com bactérias. Gestantes, recém-nascidos e indivíduos com defesas baixas são casos que necessitam atenção especial.

Herpes-Zoster x Varicela - Curiosidade
Não se desenvolve Zoster por contato com varicela, mas se pode desenvolver varicela em contato com 
 Zoster. Como?

Sendo o Zoster a reativação do vírus que já estava no organismo, quem tem Zoster já curou sua varicela (com sintomas ou sem sintomas) e quem ainda não teve varicela pode pegá-la pelo vírus que se encontra na lesão do Zoster.

Prevenção

A vacina contra varicela é recomendada após o primeiro ano de idade em dose única.
Os adolescentes suscetíveis necessitam 2 doses.

fonte: abc da saúde

Parotidite infecciosa, caxumba.

Caxumba

O que é

È uma doença infecciosa sistêmica, causada por um vírus da família Paramyxoviridae do gênero Rubulavirus que se caracteriza pela infecção de uma ou mais glândula salivares mais comumente a parótida.

Como se adquire

É doença altamente contagiante, de transmissão preferentemente respiratória,. Os vírus se propagam por contato direto, gotículas aéreas (espirro ou tosse), objetos contaminados por saliva e provavelmente urina. O homem é o único hospedeiro natural. O vírus atravessa a placenta, não há relatos de malformação pelo vírus, mas é causa de abortamento espontâneo no primeiro trimestre da gravidez. O período de incubação (do contato até os primeiros sintomas) varia de 2 a 3 semanas.


O que se sente e evolução

O quadro clínico mais característico é o aumento não supurativo de uma ou ambas as glândulas parótidas, mas outras glândulas salivares e outros órgãos também podem ser acometidos. O vírus entra pela boca e alcança a parótida onde inicia sua multiplicação, invade a circulação sanguínea (viremia) tendo, então, a possibilidade de atingir outros órgãos como classicamente descritos: testículos (orqui-epididimite), ovários (ooforite), pâncreas (pancreatite), cérebro (encefalite).


Parotidite

Os sintomas que acompanham a localização nas parótidas são: edema das parótidas (ambos lados da face junto à mandíbula), dor local, febre, cefaléia, dor de garganta.

Gônadas.

Orquite.

Em cerca de 20% dos casos pode ocorrer comprometimento testicular com dor e edema, a fantasiosamente muito temida orqui-epididimite.O comprometimento testicular é inusual na pré-adolescência e costuma ser unilateral. Embora um terço dos testículos atingidos se tornem atróficos, a esterilidade por caxumba é rara, só ocorrendo durante ou após a puberdade, nunca em crianças.

Ooforite.

Quando atingidos, os ovários se manifestam por dor abdominal de intensidade média. Sistema nervoso central. Meningoencefaomielite

Antes do uso generalizado da vacinação anticaxumba, a caxumba foi a causa mais freqüente de meningite asséptica, não se distinguindo de outras viroses do sistema nervoso central. São descritas duas patogenias diferentes.

Infecção primária dos neurônios.

Ocorre concomitantemente com a parotidite. Apresenta-se com discreta rigidez de nuca e com outros achados neurológicos praticamente normais. Encefalite pos-infecção com dismielização. Surge cerca de 10 dias após a parotidite ou a parotidite pode nem se manifestar. Pancreatite.

Dor abdominal passageira pode ser a única manifestação. Como o envolvimento das glândulas salivares eleva os níveis de amilase sérica outros parâmetros são usados para comprovar o comprometimento pancreático. Outros.

Tireoidite, mastite (especialmente em meninas adolescentes), artrite e disfagia por edema pré-esternal podem ocorrer. A imunidade após resolução é para toda a vida. Um terço das infecções pelos vírus da caxumba são assintomáticos. A mortalidade é baixa e principalmente em adultos.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico depende do quadro clínico e da complementação laboratorial dirigida à comprovação etiológica ou às eventuais complicações. Os níveis de amilase costumam elevar-se com a tumefação da parótida. O diagnóstico microbiológico se faz por sorologia e cultura viral, o imunoensaio enzimático para anticorpos IgM e IgG anticaxumba são os mais usados. A cultura do vírus da caxumba pode ser feito. O teste cutâneo não é confiável nem para diagnóstico nem para determinar suscetibilidade. Não existe tratamento curativo.

Prevenção

A vacina é eficaz e sem efeitos colaterais apreciáveis. É feita com a MMR (tríplice viral) entre 12 e15 meses (1ª), 4 e 6 anos (2ª) e 11 e 12 anos (3ªdose). Confere imunidade de 97 % contra a infecção natural. Os anticorpos maternos são protetores durante o primeiro semestre de vida. Os nascidos antes de 1957 são considerados imunes à caxumba.

fonte: abc da saúde

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Antibióticos

Os antibióticos são agentes que enfraquecem ou destroem bactérias, utilizados para tratar vários tipos de infecções bacterianas. Os vários tipos de antibióticos atuam (1) evitando a ocorrência de uma infecção ou (2) combatendo uma infecção já existente.
As classes mais comuns de antibióticos são: aminoglicosídeos, macrolídeos, penicillinas, tetraciclinas, e cefalosporinas.

Os antibióticos podem salvar vidas quando prescritos apropriadamente. Contudo, o uso indiscriminado destes medicamentos possuem sérias consequências e podem se contrapor à sua utilidade. Nos últimos 50 anos, desde quando os antibióticos foram administrados pela primeira vez, várias cepas bacterianas tornaram-se resistentes aos antibióticos que anteriormente eram capazes de controlá-las ou destruí-las.

Apesar de terem sido encontradas na natureza ou produzidas quimicamente literalmente milhares de drogas antibióticas, relativamente poucas se mostraram seguras e eficazes.

As pessoas alérgicas a antibióticos devem comunicar este fato aos seus médicos, antes de serem submetidas a qualquer tratamento. Uma reação alérgica pode levar a um choque anafilático potencialmente fatal. Mesmo a mais tênue reação pode ser muito séria e deve ser acompanhada por um(a) médico(a).

Aminoglicosídeos

Agem interferindo com a formação de proteínas pela bactéria. São tipos de antibióticos aminoglicosídeos: gentamicina, amicacina e tobramicina. Os efeitos colaterais podem incluir danos aos nervos da audição e equilíbrio e lesões renais.

Macrolídeos

Atuam interferindo na formação de proteínas bacterianas durante a multiplicação. A Eritromicina é um macrolídeo. Um dos principais efeitos colaterais é a dor de estômago.

Penicilinas

Descobertas em 1928 por Sir Alexander Fleming, atuam danificando as paredes celulares da bactéria invasora, à medida em que a bactéria se reproduz. As penicilinas G e V são largamente usadas para infecções estreptocócicas. As penicilinas de amplo espectro, como a ampicilina e a amoxacilina, são utilizadas em várias infecções causadas por organismo gram-negativos. As reações de hipersensibilidade, como febre ou rash por exemplo, são os sintomas colaterais mais comuns das penicilinas. Reações alérgicas graves (anafilaxia) raramente ocorrem, mas podem ser fatais.

Tetraciclinas

Ativas contra vários tipos de bactérias e outros microorganismos, atuam evitando a produção de proteínas pela bactéria invasora. A doxicilina é um tipo de tetraciclina. Os efeitos colaterais da terapia com tetraciclinas incluem irritação do trato gastrointestinal, sensibilidade da pele à luz solar, e lesão do fígado e dos rins. Este grupo de medicamentos não deve ser administrado nos últimos 4 meses de gravidez, tampouco em crianças antes dos 8 anos de idade. Pode ocorrer descoloração permanente dos dentes.

Cefalosporinas

Antibióticos ativos contra um amplo espectro de bactérias. Da mesma forma que as penicilinas, elas interferem com a formação da parede celular das bactérias. Os efeitos colaterais incluem rashes e febre. 

Algumas vezes, pessoas alérgicas a penicilinas também serão alérgicas a cefalosporinas.

Fluorquinolonas

Classe mais recente de antibióticos. São bem absorvidas oralmente, possuem um amplo espectro de ação e são bastante seguras. Estes antibióticos interferem com as enzimas bacterianas, e são frequentemente utilizadas para tratar infecções do trato urinário. As fluorquinolonas não devem ser utilizadas por crianças ou mulheres grávidas, pois podem interferir com o crescimento ósseo.

fonte: saúde vida

Aborto parte 2



I - ABORTAMENTO

Define-se abortamento como sendo a perda gestacional que ocorre até 20/22 semanas (ou peso fetal de 500g). Abortamento espontâneo ocorre em cerca de 10 a 15% de todas as gestações sendo, muitas vezes, ocorrência de primeira gravidez. Isto geralmente propicia alto grau de insegurança, tanto para a gestante como para os familiares. Mas se seguido de gravidez normal, não requer, em princípio, maiores cuidados. A ocorrência de dois abortamentos, repetidamente, é bem menor: cerca de 1%; três ou mais abortamentos sucessivos determinam o "abortamento habitual". Neste caso, o risco de novos abortamentos para o casal aumenta, embora a incidência exata não seja determinada.
 
Causas de abortamento:
  • 1. Anomalias dos cromossomos presentes nas células humanas (50 a 60% dos abortos espontâneos até as 12 semanas:
  • normais = 46XY (sexo masc.) ou 46XX (sexo fem.), isto é, 23 pares de cromossomos que perfazem o gene humano, sendo que o par de cromossomos sexuais pode ser XX (sexo fem.) ou XY (masculino).
  • alterados = - trissomias - um determinado par de cromossomos na realidade éum "trio". A mais comum é a trissomia do cromossomo 21. Quando não ocorre abortamento, a gravidez evolui, sendo a criança portadora da "síndrome de Down" (ou "mongolismo")
  • triploidias - triplicação de todo o conjunto cromossômico (69XXX, 69XXY, etc.)
  • 45XO
  • tetraploidias
  • translocações e mosaicos, onde ocorre "cruzamento" entre partes cromossomiais.
2. Anomalias do "ovo":
  • Mal formações congênitas - diferem das cromossomopatias. Aquelas são muito precoces, além de apresentarem anomalias no interior das células; estas apresentam anomalias na estrutura do embrião: anencefalia, ausência de membros, hérnias diafragmáticas, imperfurações do tubo digestivo ou urinário, alterações cardíacas, alterações que causam surdez, cegueira, etc. (a lista de possíveis mal formações é tão extensa que não caberia nesta página) Duas são as causas: as puramente genéticas e as decorrentes de alterações externas como radiações, doenças infecciosas, tumorações que deformam a cavidade uterina.
  • Anomalias da placenta.
  • Anomalias do cordão umbilical.
  • Anomalias das membranas
3. Doenças ginecológicas:
  • Alterações do endométrio (camada do interior do útero que recebe o ovo para implantação) decorrentes, por exemplo, de alterações hormonais maternas que podem causar tanto esterilidade como abortamento.
  • Malformações uterinas - útero septado, útero bicorno, etc.
  • MIOMAS UTERINOS - podem determinar abortamento desde que ocupem muito o "espaço" do embrião em virtude da deformidade uterina. Cerca de 40% dos miomas ocasionam abortamento (embora apenas uma pequena parte dos abortamentos tenha como causa o mioma uterino). Os outros 60% "convivem" com a gravidez, podendo causar diversos tipos de complicações ou eventualmente até cursar com gravidez "normal".

4. Incompetência istmocervical:

É nome complicado que designa dilatação anormal do colo uterino; ocorre perda do ovo por impossibilidade de retenção.

5. Doenças maternas graves. Para citar somente algumas:
  • desnutrição grave
  • anemias graves
  • grandes obesidades
  • diabete melito muito descompensado
  • hipertensão arterial grave
  • cardiopatias descompensadas
  • infecções. É importante lembrar que a rubéola e a toxoplasmose causam complicações somente uma gravidez. As gravidezes seguintes não são afetadas por estas infecções.

6. Idade materna:

Causa indireta. Acima dos 35 anos é maior o risco de anomalias cromossômicas, particularmente a trissomia do cromossomo 21.

7. Outras causas:

Condições geralmente evocadas por algumas pacientes, como carregar peso, emoções e sustos, coito, etc. não são causa de abortamento (veja, por exemplo, jogadoras profissionais de basquete, vôlei, nadadoras, etc.). Nem mesmo traumatismos ou intervenções cirúrgicas são assim considerados.

Quando a causa é evidente (como doença materna grave) ou mais ou menos evidente (como a incompetência istmocervical), fica fácil fazer o diagnóstico. A presença de mioma uterino faz suspeitar que esta tenha sido realmente a causa, embora isto não seja totalmente conclusivo, principalmente pela ausência de cólicas e pela evolução para aborto retido (sem eliminação do embrião).

Em relação ao embrião, o diagnóstico não deve ter sido exatamente o exame do DNA. Se o material estudado foi o colhido do aborto, o resultado do estudo genético pode ser duvidoso (a não ser que seja francamente positivo). Além disso, o material resultante de aborto não permite o diagnóstico de mal formações.

Portanto, começa a ficar claro que o diagnóstico da causa é muito difícil. Mesmo com pré-natal muito bem feito, o abortamento acaba surpreendendo tanto a mãe quanto o obstetra. Outro conceito importante é o de que, uma vez desencadeado, o abortamento segue curso próprio: a gravidez pode evoluir normalmente (ficando o diagnóstico de "ameaça de aborto") ou pode ocorrer a perda embrionária (abortamento incompleto ou aborto retido), independentemente dos medicamentos administrados (o dactil, como antiespasmódico, é utilizado para aliviar a dor; a progesterona tem várias funções, agindo diretamente sobre o útero).

Um diagnóstico importante é o que procura pela síndrome de Down, através de estudo citogenético realizado durante a gravidez: biópsia de vilocorial (isto é, da placenta em início de formação), amniocentese (colheita de líquido amniótico por punção abdominal) e cordocentese (punção do cordão umbilical), que identifica os cromossomos embrionários, seu número e sua forma. É indicado em mulheres (ou cujos maridos) portadoras, elas mesmas, de anomalias cromossômicas ou que já tiveram criança com síndrome de Down. Indica-se também em mulheres cuja idade é considerada de alto risco para o aparecimento desta síndrome: acima dos 35 anos (ou 40 anos, segundo alguns autores).

Para a população de grávidas que não se enquadram nos critérios acima existe teste bioquímico triplo ou "Triteste", que é realizado por alguns laboratórios e consiste na dosagem sangüínea materna de três substâncias: alfafetoproteína, estriol e gonadotrofina coriônica. Este teste é realizado entre 15 e 20 semanas de gestação e serve como rastreamento inicial. Ainda não é rotina na maioria dos pré-natais, talvez pelo custo relativamente elevado.

II - MIOMA UTERINO

Os miomas uterinos tendem a aumentar durante a gravidez, pois são estimulados pelos níveis elevados de hormônios deste período. Após a gravidez, tendem a regredir, embora possam jamais desaparecer por completo.

Não existe tratamento clínico, embora tentativas sejam feitas com determinados tipos de hormônio. O único tratamento é o cirúrgico, com retirada somente do mioma, quando possível, ou de todo o útero, quando necessário. Somente necessitam de cirurgia as mulheres com sintomas acentuados: hemorragias intensas e cólicas intratáveis. As demais podem conviver muitíssimo bem com seus miomas, até que sobrevenha a menopausa, quando os miomas tendem a "murchar".

A ocorrência de mioma juntamente com a gravidez é comum (veja acima). Não se pode estabelecer com exatidão o risco. Não parece provável que mioma de 6, 7 ou até 10 cm, mesmo que intramural, possa determinar aborto retido. O mais provável é que a gravidez acabe evoluindo naturalmente, mesmo que apareçam cólicas.

O melhor intervalo entre duas gestações é de dois anos; após abortamento, desde que a mãe esteja em boas condições nutricionais, período mínimo de seis meses é indicado.

fonte: saúde vida